Este período inclui muitos dos principais acontecimentos da primeira Intifada palestina, o período de Oslo e da Segunda Intifada, bem como a recente operação militar na Faixa de Gaza (Cast Lead).
A Directora Executiva do B'Tselem, Jessica Montell, afirmou que "uma perspectiva de vinte e um anos deixa qualquer um com o coração pesado, especialmente devido à violação permanente do direito à vida dos palestinos e israelitas resultante do conflito. No entanto, podemos também observar várias conquistas dos direitos humanos: por exemplo, vinte anos atrás, milhares de palestinos foram sistematicamente e rotineiramente torturados durante as investigações. Graças aos esforços da comunidade de direitos humanos, incluindo B'Tselem, essa tortura parou ".
[Gostaria de destacar que a informação prestada é da total responsabilidade da B'Tselem e que naturalmente encontrarão discrepâncias entre ela e outras fontes. Essa situação deverá ser encarada com naturalidade dada a dificuldade de, nestas situações de conflito, se obter a informação mais precisa. Só há que saudar a B'Tselem e os seus voluntários pelo seu trabalho na defesa dos direitos humanos quer dos palestinos, quer dos israelitas. Esclarecimentos ou comentários entre parênteses rectos são da minha responsabilidade.]
Vítimas mortais do conflito
Forças de segurança israelitas mataram 7.398 palestinos em Israel e nos territórios ocupados nos últimos 20 anos, entre eles, pelo menos, 1.537 menores [20,77%].
O ano com maior número de vítimas palestinas foi 2009: 1.033 pessoas morreram, 315 deles menores de idade. A maioria das pessoas foi morta em Gaza durante operação Cast Lead.
O ano de 1999 foi o de menor nível de vítimas palestinas (8 pessoas mortas).
O website da B'Tselem disponibiliza informação sobre as baixais ocorridas desde Setembro de 2000, por categorias, nomeadamente, segundo a participação nas hostilidades.
Durante os últimos vinte anos, os palestinos mataram 1.483 israelitas, dos quais 139 menores de idade (9,37%). Deste número, 488 eram membros das forças de segurança, e 995 eram civis, mortos em ataques palestinos em Israel e nos Territórios Ocupados.
O ano com maior número de baixas israelitas foi o de 2002: 420 pessoas foram mortas, dos quais 269 eram civis, incluindo 47 menores, e 151 membros das forças de segurança.
1999 foi também o ano com o menor nível de baixas israelitas: 4.
Demolição de casas
Israel demoliu pelo menos 4.300 casas nos territórios ocupados no período de 1989-2009, ou por terem sido construídas sem licença, [ou que foram consideradas sem licença pelas autoridades de ocupação] ou como punição.
Este valor não inclui a destruição de bens durante as operações militares. Este tipo de demolição incluem 3.540 casas demolidas apenas durante a operação Cast Lead, e um número estimado de 2.700 casas demolidas durante anteriores incursões militares em Gaza.
Detenções Administrativas
Em Novembro de 1989, estavam detidos por Israel sob detenção administrativa, detenção [sem culpa formada ou acusação, o que dificulta a defesa, e naturalmente] sem julgamento: 1.794 palestinos.
Hoje, o número de detidos administrativamente é de 335.
O menor número de presos administrativos, 12, foi registado em Dezembro de 2000.
O maior número de pessoas detidas sem julgamento durante a segunda intifada foi de 1.007, em Janeiro de 2003.
Colonatos
As duas últimas décadas viram um aumento substancial no número de israelitas que viviam para além da Linha Verde (a linha de armistício de 1949).
Em 1989, a população era de 69.800 israelitas nos colonatos da Cisjordânia (excluindo Jerusalém Oriental), e de 118.100 em Jerusalém Oriental.
Hoje, mais de 300.000 israelitas vivem na Cisjordânia, assim como cerca de 190.000 em Jerusalém Oriental.








